É muito raro um artista musical asiático se dar bem em algum mercado ocidental. E por “se dar bem” quero dizer investir naquele mercado, de modo que haja um bom retorno pra tal investimento.
Esse retorno pode ser facilmente percebido. Se o artista ou a banda sempre fazem shows e lançam discos num país, é porque o mercado de lá os aceitou bem, claro. Um dos poucos e inusitados exemplos de bandas japas que se deram bem na Europa e nos EUA é o POLYSICS. Eles lançam álbuns e tocam nesses lugares desde o início dos anos 2000, é mole?
Um exemplo mais próximo do visual kei é o DIR EN GREY. Começou a investir no Europa em 2005 e nos EUA em 2006. A coisa não parecia ir bem, eles tavam pagando altos micos nos festivais que participavam. Mas não é que a insistência parece ter valido a pena pra eles? Tal qual POLYSICS, DEG continua lançando discos e realizando turnês pelo primeiro mundo ocidental, com direito ao orgulho, segundo seus padrões, de ter vendido, nos EUA, em apenas uma semana, 6.000 cópias de seu último álbum, UROBOROS (2008).