Antigamente, nisso eu digo na minha época, ser nerd era um martírio. Não que fosse grande coisa, mas na hora parecia; você era estranho, ficava por último nas escolhas de educação física, era visto como uma pessoa estranha. Aí os nerds começaram a ganhar dinheiro, se apelidaram de “geeks” (nunca entendi esse termo), ditaram moda e hoje são um “estilo”. (“Estilo MY ASS! Assumam a sua bizarrice!” Tititi, você me respeite!)
Da mesma forma, de 15 anos pra cá, aumenta consideravelmente a publicidade positiva na “vida saudável” e “geração academia”. Tirando um pouco do foco cultivo do corpo, as pessoas têm se preocupado mais em não ser “sedentárias”. Em muitas cidades do Brasil há equipamento para exercitar de graça, apoio profissional de ONGs ou das prefeituras e, se tudo mais falhar, tem uma pista para corrida.
Agora juntemos as duas questões e vamos ao nosso tema desra semana: O nerd antenado de hoje, que dita moda, que está com tempo livre porque trabalha no computador em casa, que tá com grana e fazendo pegação (“Forçou agora, Tiano!”), conseguiu se livrar da estigma do sedentarismo e inabilidade esportiva?