Depois de 22 dias de massacre contra os palestinos em Gaza, o Estado de Israel não é julgado por nenhuma corte de crimes de sangue ou contra os direitos humanos. E realizou recentemente suas eleições, apontando como favoritos os partidos Likud e Yisrael Beiteinu, a máxima da extrema-direita nacionalista, racista apoiada por boa parte da população, que achou que a ofensiva em Gaza terminou “cedo demais”. A paz no Oriente Médio parece um horizonte distante.
Contabilizando 1.300 palestinos mortos, a grande parte civis, incluindo crianças e mulheres e casas e escolas mantidas pela ONU destruídas, a ofensiva israelense em Gaza chocou o mundo todo. Dezenas de grupos, movimentos, organizações e governos inteiros condenaram o massacre. Diplomaticamente, o resultado foi igualmente um desastre. O direitista moderado Kadima, representado pela atual primeira ministra Tzipi Livni, tentando atrair seus eleitores mais belicistas, falhou frente ao mundo todo e ao eleitorado israelense.