Sim, meu bem. Você, eu, Tititi, Hick, Tchulio, sua mãe e seu pai... Todo mundo. Em níveis. Até porque, só um santo para não ter feito nada de desonesto na vida. E, já diria o Tititi, santos são previsíveis e entediantes. Para debater desonestidade, acho que a primeira coisa é entender e aceitar que somos péssimos santos.
Não que você roube doce de criança, ou que eu engano velhinhas no banco. Mas todos nós acabamos fazendo algo que foje daquela moralzinha dos bons meninos. Colamos numa prova (eu nunca, mas nem me orgulho), baixamos músicas ilegais (mesmo achando nada demais), mentimos o porquê de faltarmos naquele encontro. Somos então, casos perdidos da humanidade? Acho que não. Afinal, o que é ser desonesto?
Esse assunto veio à tona quando falamos sobre brasilidade e o “jeitinho brasileiro”, e todo mundo falou que o “povo” é desonesto. Falar POVO é lindo, porque parece que a gente se exclui. Exclui quem, cara pálida? Pode ir se incluindo aí, se você não viveu numa bolha.