Rádio Blast! entrevista banda Personna

ter, 09/09/2008 - 23:49 — Hick

Personna

  • Entrevistados: Banda Personna - Irie (guitarrista), [L] (vocalista), Ritsu (baixista), Usagi (guitarrista) e Vyxnori (baterista).
  • Por: Hick Duarte, em junho/2008, época em que a banda Personna lançou seu segundo single, Na.ku.shi.ro.

A Personna é formada por jovens músicos do Rio de Janeiro com a intenção de explorar as diversificadas vertentes do movimento visual rock japonês. Após o lançamento de dois singles (Fallen Blue em janeiro e Na.ku.shi.ro em junho), o grupo grupo falou à Rádio Blast! sobre sua história, sua identidade e seus planos.

Rádio Blast!: É a primeira entrevista da banda Personna para a Rádio Blast!. Por favor, apresentem-se aos nossos ouvintes.

Irie: Sou Irie, guitarrista.
[L]: Sou [L], o vocalista.
Ritsu: Ritsu, baixista.
Usagi: Sou Usagi, guitarrista.
Vyxnori: Vyxnori, baterista.

RB!: A Personna é uma banda carioca de visual rock. O que vocês vêem de mais interessante nesse movimento musical e quais são as suas principais influências?

Irie: Liberdade! O visual rock é o único estilo que a gente realmente pode usar para fazer música com sentimento, não se preocupando muito com estereótipos. Sem contar que a parte visual está além das roupas, está na performance também.
[L]: É diferente do que a gente está acostumado a ouvir e as influências sempre vão mudando. Eu escuto muita música de anime. Tenho ouvido muito Abingdon Boys School, UVERworld e conheci há pouco tempo Sambomaster.
Ritsu: A possibilidade de utilizar misturas de estilo musicais como o punk, o glam, o hardrock, o classic rock, o metal, etc. O visual é o fator diferencial, ele acrescenta vida integrando a imagem ao som. Minhas influências nesse cenário vêm de bandas como LUNA SEA, X JAPAN/hide/Tetsu, Laputa, Kagrra,, Shulla, Vidoll, Sleep my dear, D’espairsRay, alice nine..
Usagi: Umas das coisas de mais interessante que eu vejo é que esse movimento pode ser considerado único em muitos aspectos. Desde as roupas, que é uma das coisas que mais chamam atenção logo de cara, quanto as músicas e as performances das bandas em seus shows. Muitas bandas de visual rock têm um “estilo” muito particular em suas músicas, o que faz ser difícil a comparação com outros estilos e acho que isso até ajuda um pouco. Acho que a influência em si que temos desse estilo vem de praticamente todas as bandas que ouvimos, porque sempre tentamos aproveitar o melhor de cada coisa, aprender o máximo possível com elas.
Vyxnori: Eu posso dizer que tento não fazer nada, musicalmente falando. De acordo com movimentos musicais específicos, aprecio acima de tudo a música em si, então cada movimento musical eu vejo como sendo apenas a música sendo usada de maneiras diferentes, mas é claro que tenho minhas influências. Tudo depende do momento, ultimamente tenho sido influenciado por bandas como Radiohead, Pink Floyd e o Dir en grey, mas é impossível resumir minhas influências dessa maneira.

RB!: Durante apresentações ao vivo, vocês sempre fizeram covers de bandas de rock japonesas. Em janeiro deste ano, foi finalmente lançada a primeira composição própria da banda. O que vocês têm a dizer sobre essa busca de um trabalho mais autoral pelas bandas de j-music no Brasil?

Irie: Simplesmente mostrar que visual rock pode ser feito sim fora do Japão e que é mais um estilo de fazer rock and roll como qualquer outro, além de criar uma cena no país.
[L]: Eu pessoalmente gosto muito de covers, mas a banda quer trabalhar com algo próprio. As bandas do Japão fazem isso.
Ritsu: Acho que essa é uma etapa natural de evolução para qualquer banda. Composições próprias mostram a real identidade da banda. Além, claro, de ser um passo importante para o crescimento musical. Tocar covers é muito bom, mas ver sua música sendo executada é indiscritível.
Usagi: Eu acho muito legal que algumas bandas aqui estejam se interessando mais em trabalhar nas suas próprias músicas e divulgá-las pros fãs do estilo não só do Brasil, mas de outros países também. Acho que isso mostra que o visual rock vai além do Japão em si, e acho que muitas bandas japoneses talvez devam estar orgulhosas das bandas de outro países que se espelham nelas pra fazerem suas músicas. É certo que no momento não temos muitas bandas lançando trabalho de autoria própria, mas felizmente parece que esse número está aumentando aos poucos.
Vyxnori: Bom, sempre vi a música cover como uma boa forma de as bandas começarem, servindo para fazer os músicos se conhecerem melhor musicalmente e até inconscientemente estabelecer um rumo para o som da banda, mesmo não sendo como uma regra, uma limitação. O verdadeiro potencial das bandas aparece nas composições próprias.

RB!: O primeiro single da Personna, Fallen Blue, foi lançado no dia 15 de janeiro deste ano. O que este lançamento significou para a banda e qual mensagem vocês queriam passar com aquela música?

Irie: Fallen Blue mostra que existem outras bandas interessadas em fazer música inspirada em visual rock japonês. Eu quis que as pessoas escutassem a Fallen Blue e identificassem na hora: EI, ISSO QUE ESTOU OUVINDO É VISUAL ROCK!
[L]: Uma pessoa que guarda os seus sentimentos ao extremos.
Ritsu: A realização de ver nossa primeira composição concretizada. Com o lançamento do single, todos puderam conhecer um pouco do conteúdo da banda. A letra escrita por [L] representa um confronto de sentimentos e foi integrada a uma harmonia bem nostálgica. Fallen Blue é isso.
Usagi: Naturalmente foi muito importante pra nós o lançamento deste single, porque foi o início de algo mais sólido para a banda. A partir daquele momento conseguimos enxergar mais coisas boas para a banda e perceber que podemos aprender bastante e evoluir.
Vyxnori: Bom, o que eu posso dizer sobre o primeiro lançamento da banda? Foi importante ao meu ver porque representou um forte impulso para a banda com relação a continuar um trabalho sincero e para as pessoas verem que somos uma banda que pretende fazer um trabalo sério. Quanto à mensagem, eu acho que não entendi bem o que quis dizer. Se for com relação à letra da música, eu acho que é uma coisa muito subjetiva, as pessoas pensam de maneiras diferentes e interpretam de maneiras diferentes, na verdade é isso que aprecio na música.

RB!: Recentemente, pudemos acompanhar o lançamento do single Na.ku.shi.ro., música que já vinha sendo tocada pela banda nos últimos shows, inclusive durante o JS Fest IV. Por favor, falem-nos um pouco a respeito deste trabalho.

Irie: A Na.ku.shi.ro. foi uma música composta e gravada na mesma época que a Fallen Blue. Enquanto a Fallen Blue mostrava um lado mais melódico, a Na.ku.shi.ro. foi feita para ser um pouco mais agressiva ou como as músicas pesadas de bandas visuais antigas. Na época dos covers, não tínhamos muitas músicas com a agressividade que a Na.ku.shi.ro. tem, então fizemos uma.
[L]: A Na.ku.shi.ro. é uma letra que fala de uma pessoa que deseja salvar outra, mas independente do esforço que ela faça, a pessoa não pode ser salva se ela não quer.
Ritsu: Procuramos mostrar um lado mais agressivo da banda. Essa música foi feita com vocais rasgados e refrões melodiosos. A letra fala sobre outro sentimento humano, o desejo.
Usagi: A Na.ku.shi.ro. é uma musíca mais agressiva, se comparada com a Fallen Blue. E embora as duas tivessem sido compostas com pouco tempo de diferença, a emoção que sentimos com a Na.ku.shi.ro é mais forte porque ela é de um momento mais agitado nosso. É muito legal quando tocamos ela nos nossos shows porque podemos sentir bastante a energia dela e isso nos deixa bastante contentes.
Vyxnori: Bom, eu sempre adorei a música, trabalhamos livremente nela, mas não chega nem perto das próximas composições, hahaha.

RB!: O guitarrista Irie chegou a mencionar diversas vezes em sua página pessoal que a banda Personna estaria entrando em uma nova fase e que a produção do primeiro álbum da banda era um de seus planos para o segundo semestre de 2008. Afinal de contas, o que podemos esperar da Personna no futuro?

Irie: Mais música, um CD para ser vendido pela internet ou para as pessoas que forem aos nossos shows... Na verdade isso não está muito definido, mas podem esperar mais trabalho próprio vindo por aí, assim como um novo look.
[L]: Como falado antes, a influência sempre acaba mudando, então consequentemente a banda muda também. Mas temos muitas novidades previstas pra esse ano.
Ritsu: Estamos compondo bastante, todos os integrantes tem contribuído com novas idéias. Estamos experimentando novas formas de riqueza musical, como samplers e misturas com nossa música nacional. A idéia do álbum esta sim sendo cogitada, teremos a regravação da Fallen Blue e da Na.ku.shi.ro. compondo o setlist, além de novas músicas que jã estão em andamento.
Usagi: No momento estamos compondo músicas novas e temos a intenção de lançar dois maxi-singles, e talvez um miniálbum. Quanto a um álbum completo, nós ainda não temos uma idéia concreta do que queremos fazer. Mas essa “nova fase” da banda é devido ao fato de estarmos tentando explorar nossas idéias ao máximo e fazer algo um pouco diferente pra nós, usando nossos outros sentimentos. Mas pro futuro temos sim grandes planos para a banda e esperamos concluir todos com sucesso.
Vyxnori: Bom, as pessoas podem esperar o que quiserem. Estamos aí, preparando coisas bacanas para agradar as pessoas, e é isso que sempre vamos fazer. Musicalmente, as pessoas podem esperar que sempre vamos tentar fazer coisas diferentes.

RB!: Qual a visão da banda acerca da cena visual kei brasileira?

Irie: No Brasil se conta nos dedos quais bandas são de visual kei, porque as pessoas tocam música de bandas visuais, mas não se vestem como; sem contar que o brasileiro se limita muito achando que visual é só pra japonês por puro preconceito. Eu espero que a vinda de artistas japoneses para o Brasil, como o Miyavi, inspire mais pessoas a fazerem bandas de visual kei.
[L]: Não faltam fãs de visual kei no Brasil, mas faltam bandas tocando e vestindo visual kei. E quando rola da banda fazer música própria, fortalece esse movimento aqui.
Ritsu: O visual kei no Brasil está em boa fase de desenvolvimento. Vemos bandas adotando o estilo, além do foratalecimento de vários eventos/festivais voltados para a música que tem envolvido o público em torno dos diversos estilos japoneses. A Personna tem planos de divulgar o estilo em veículos de informação, mostrando toda a influência musical que incorporamos em nossas músicas durante todo o tempo de banda. Temos o objetivo de tocar por todo o Brasil divulgando o nosso trabalho e expandir nossas participações em apresentações fora do Brasil também.
Usagi: Eu particularmente acho a cena brasileira pequena, ainda. Recentemente pudemos desfrutar do que poderá ser o início do crescimento do nosso cenário, com bandas japonesas fazendo shows aqui e etc., mas como eu disse, ainda é só o início. Acho que o nosso cenário tem bastante potencial, e uma das coisas que ajudariam a fazê-lo crescer seria o surgimento de mais eventos voltados ao movimento, mais locais onde os fãs do estilo pudesem se unir mais, tendo algo mais físico do que virtual. O público daqui é fiel e isso é muito bom.
Vyxnori: Não sou muito informado sobre a cenários musicais. Sou burro, realmente.

RB!: Se vocês pudessem resumir a Personna em uma só palavra, qual seria?

Irie: Renovação.
[L]: Personnalizada.
Ritsu: “rocks”.
Usagi: Sentimento.
Vyxnori: Personna.

RB!: Para finalizar, por favor, deixem um recado aos nossos ouvintes.

Irie: A Personna é uma banda ainda muito recente, então apóiem a gente nos shows e escutem a nossa música! Em breve vocês poderão ter mais músicas em casa pra aproveitarem e se identificarem! E obrigado Rádio Blast! pelo apoio dado!
[L]: Que legal que temos fãs! Eu quero muito fazer show ainda nesse ano!
Ritsu: Escutem nossa nova música Na.ku.shi.ro. e assistam a Personna nos próximos shows! Estamos nos dedicando bastante para mostrar um trabalho de ótima qualidade. Agradecemos a todos que tem nos apoiado e acreditam no sucesso da banda. A todos um grande abraço!
Usagi: Obrigado a todos que tem nos acompanhado e espero que nos acompanhem bastante ainda. Temos muito a fazer ainda pela frente e o suporte de vocês será muito importante pra nós. Muito obrigado, no vemos em breve nos shows.
Vyxnori: Bom, procurem sempre apoiar as bandas, elas precisam muito. Mas nunca dêem atenção ao baterista da Personna, ele é um estorvo.

Mais sobre a Personna

"" · permalink reduzido

imagem de jean

jean disse:

sex, 12/09/2008 - 11:56

olha nunca vi fala nessa banda mais quando vi no site da radio blast eu pesquisei no youtube amei uma otima dica pra quem gosta de music-j. vlwwwwwwwwwwwwww

imagem de Hideki

Hideki disse:

sex, 12/09/2008 - 15:27

Otima banda pra quem procura visual kei fora do japão. Gostei muito e go go go Personna!

imagem de Fê-kun

Fê-kun disse:

sex, 12/09/2008 - 15:28

O baterista eh o mais engraçado euhaeueahueahuea adorei XDD
pena que eu moro longe *nunca viu show deles* u.u

Personna tem q vir pra sampa *-*

imagem de thais roxie

thais roxie disse:

dom, 14/09/2008 - 14:01

ahhh Personna do meu coração...amo a banda e amo os meninos...
saudades mor do L!
(L)

imagem de Yuki-chan :3

Yuki-chan :3 disse:

seg, 22/09/2008 - 15:11

Tambem não conhecia a banda, mas fucei o Youtube e gostei muito do trabalho deles. ^^
Personna GOOOOOOOOO! o/

Kisus :*

imagem de Felipe Arganks ;

Felipe Arganks ; disse:

qui, 02/10/2008 - 03:36

Bando de bichas reprimidas.