Ultimas do ano O:

dom, 27/12/2009 - 23:37 — Daisuke

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Como vocês devem ter percebido, eu sumi. Mas acho que vocês me entendem, é essa época de fim de ano que me deixa devagar. Mas, como não vivo sem vocês, elaborei uma (talvez) ultima resenhas de lançamento do ano. É provável que ainda haja um último post com uma retrospectiva, mas não vou prometer nada, pois tudo depende de quanto tempo sobrando eu terei. Hahahaha relendo o que escrevi até parece que sou atarefado. Não sou! É questão de desorganização mesmo, daqueles casos que se o dia tivesse 32h, ainda seria pouco para o pouco que faço.

Ah! Hm, também gostaria de fazer mais uma resenha para o Música Comentada, mas não sei sobre o que, e seria o caso de você me indicarem algo. Qualquer lançamento desse ano que tenha passado batido pelo Risk en Eve. Sugestões?

Doremidan - Don’t Let Me Down:

Doremidan foi uma das primeiras bandas japonesas que conheci (por causa de Reika, ex–Madeth gray’ll), e desde aquela época a banda já me deu muitos sustos, por várias vezes pensei que a banda acabaria. Mas vejam, eles enfrentaram todas as adversidades e hoje debutam com o primeiro álbum major. Don’t Let Me Down, nome de uma música dos Beatles, é uma paródia ao próprio nome da banda (a pronúncia de “Don’t Let Me Down”, em japonês, soa quase como “Doremidan”). Esta referencia à década de 70 parece permear todo o álbum, dando novos ares ao estilo já conhecido da banda, que ora nos trás agradáveis acordeões, ora soma sintetizadores do The Doors com o estilo pop-punk, ou melodias com raiz na própria música japonesa, sobre uma face mais pop. Não é uma perfeição (nenhum álbum deles o é), e músicas como “Koigokoro” poderiam nem existir, porem os bons momentos são mais frequentes do que os maus. É o álbum mais roqueiro da banda. Digo isso porque todo o momento que eles se distanciam do rock a força criativa também desaparece.

Aconselho vocês a ouvem todo o álbum e, depois, retirarem algumas músicas. É um disco de uma extensão desnecessária, a retirada de três ou quatro músicas se faz necessária. Com suas 9 ou 10 músicas excelentes, Don’t Let Me Down torna-se o segundo melhor lançamento do mês.

Plastic Tree - Dona Dona:

Plastic Tree é uma banda que eu gosto, mas não digo que sou fãs. Sou daqueles, sabe, que acompanha, ouve os lançamentos, às vezes se irrita com a voz de Ryutarou, adora algumas músicas e desgosta de boa parte da discografia. O único álbum da banda (dos que ouvi) que gosto completamente é Puppet Show, sendo esse um dos melhores do visual kei de todos os tempos. Para a minha feliz sorte, Dona Dona foi o melhor lançamento de dezembro.

Dona Dona possui toda a melancolia crua da melhor fase da banda, que foi entre 1997 e 2000, mais a atual tendência post-rock/shoegaze que a banda já vinha assumindo nos últimos anos. O novo baterista é peça fundamental para a coesão do álbum, há momentos que eu ficava apenas ouvindo-o tocar, como em “sunset bloody sunset”, ou na já clássica na faixa instrumental “---anten.”. Ouvir a nova versão de “concent.” nos faz desejar que a banda trabalhe mais com esse lado dançante. A faixa que dá nome ao álbum é um dos raros casos onde uma canção acústica não se perde com o desconhecimento da língua nativa. Enfim, esse é o álbum que supera Puppet Show, em qualquer concepção crítica.

Ouvir Dona Dona também me trás uma estranha sensação de adeus. Espero que eu esteja errado. Espero!

a última música, “Yasashisa Club” (faixa bônus), é tão imbecil que chega a ser boa! hahaha

MUCC – Diorama:

Música lançada exclusivamente para o Itunes, e o 87985321º lançamento da banda só este ano. Uma baladinha bem ao estilo visual kei, cheio de espasmos à X JAPAN por parte do guitarrista Miya, que provavelmente estava ouvindo “Endless Rain” enquanto criava sua parte na música. Vai agradar aos fãs, porém os indiferentes continuarão sem se importar.

Tá, eu sei, resenha curta. Fazer o quê! É só uma música sem graça.

Sugizo - MESSIAH / TELL ME WHY YOU HIDE THE TRUTH:

Ambas as músicas foram lançamentos digitais bem sucedidos (1º e 3º no rank do iTunes), nos mostram novamente um SUGIZO mais ligado ao trance. Sua carreira solo é assim mesmo, quanto menos ele se aproxima do rock melhor fica. Parece ofensa aos puritanos que ainda tem aquela imagem roqueira do ex–LUNA SEA, mas é a verdade.

Coincidentemente “TELL ME WHY YOU HIDE THE TRUTH”, que é uma música de sua fase roqueira, é inferior a “MESSIAH”, por possuir vários clichês da música trance. “MESSIAH” possui a sensualidade, criatividade e ritmo que somente algum experiente como SUGIZO poderia criar com tanta precisão. É o tipo raro de música eletrônica não descartável.

E... só. Até o próximo post ;*

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Senhor Cavalo De Fogo disse:

ter, 29/12/2009 - 15:50

Liquid Puzzle do Kalvary foi, com certeza, um lançamento que passou batidasso pelo blog.

Recomendo demais, um dos melhores lançamento do ano, me assutei com a qualidade do cd.

Um abs, você é fera malandro. =)

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Pedromv disse:

qua, 30/12/2009 - 11:52

De tudo ai, só ouvi Mucc, e foi totalmente sem graça. Mas o resto ja tou baixando.