
Sobre a Corrupção
Corrupção · Ética · Jarbas Vasconcelos · Política
Recentemente, em entrevista à Revista Veja, o senador pernambucano pelo PMDB Jarbas Vasconcelos fez críticas a corrupção na política. Incluindo até seu próprio partido, o político fez uma “denúncia generalizada” (sem apontar nomes) a todo o cenário político-partidário brasileiro afirmando que a corrupção é um problema crônico do país. Não me parece nenhuma informação nova, mas nos leva a reflexões sobre esse mal que assola a sociedade.
A corrupção é fruto de um sistema que é excludente por natureza e faz com que as pessoas queiram se dar melhor que as outras. Num sistema de saúde frágil, no qual mulheres dão à luz na fila da maternidade, é evidente que se você for um médico e seu filho tiver sofrido um acidente, por exemplo, e precisar de atendimento, você dará prioridade para atendê-lo o mais rápido possível. Não seria isso uma forma de corrupção? É claro que sim. Nesse caso (e em muitos outros), a corrupção só conhecerá o fim quando todos tiverem acesso aos serviços básicos. Dessa forma, ninguém precisará de privilégios.
Por outro lado, não seria o Congresso uma espécie de espelho da sociedade? Pagar um cafezinho para o guarda de trânsito não te multar por estacionar em local proibido ou estar com o IPVA atrasado é uma forma de corrupção. É claro que a maioria dos indivíduos que praticam esses atos não refletem sobre isso ou julgam a gravidade do que fazem menor do que os que Sarney e companhia fazem em Brasília. Talvez seja a hora delas mudarem seus conceitos. Da mesma forma que uma ditadura não é mais violenta que outra porque assassinou mais pessoas, não existe um termômetro que mede o grau de corrupção das atitudes dos indivíduos.
A extinção da corrupção é um caminho longo, lento, que precisa de mudanças profundas na sociedade e na mentalidade dos indivíduos. É impossível crer que podemos viver numa sociedade excludente mas sem corrupção. A diminuição da desigualdade social, aliada a ampla educação e informatização da população é o caminho tortuoso em direção ao fim da sociedade dos privilégios.
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Danilo (LiNo) disse:
ter, 10/03/2009 - 02:25
Tem muita gente que acha que o Brasil está perdido,nós que temos de 14 a 30 anos (se tiver quem tenha mais tambem) não viveu o que era o Brasil na ditadura ou ate antes da ditadura na época de Getúlio Vargas,politicos roubavam e a sociedade nem sabia,hoje felizmente o Brasil está num processo mesmo que seja longo de uma reforma política pois nós não podemos acabar com um câncer (corrupção) do dia pra noite mas enfim apóio integralmente este senador.Eu como bacharel em Direito posso dizer que a primeira classe de poder no Brasil é pra mim a Presidência e o Congresso Nacional, Senado em segundo e a Câmera dos Deputados em terceiro,o Ministerio Publico apesar deles não nomear pode-se dizer pela lógica é a quarta força e pra mim a imprensa quer seja radiodifusora ou de sons ou de imagens ( e não excluo aqui a Radio Blast!) é a quinta força que está a cada dia trazendo mais justiça e mais transparência ao cenário sócio-político no Brasil,enfim só quero deixar aqui a minha idéia que eu apóio vocês que trabalham na radio mais do que uma simples brincadeira se sintam partícipes da revolução política que o Brasil está tendo! pois é papel da publicidade a integridade de fatos e é papel do Direito que fundamente isto pra que se torne realidade,boa sorte a todos da radio,é muito bom ver que vocês estão propagando assuntos como esses.