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Electro Milícia do 2 Bullet
2 Bullet · Crítica · Darkest Labyrinth · Electro · Industrial · Resenhas
Lançamento resenhado: Assassi-nation

Álbum de 2 Bullet
- Lançamento
- 04/05/2009
- Gravadora
- Darkest Labyrinth
- Faixas
- 14
- Duração
- 64m28s
Em seu segundo álbum, a banda mostra evoluir dentro da sua proposta de “Tactical Industrial”.
2 Bullet é hoje uma das bandas mais evidentes da cena electro/industrial/underground do Japão, lançando seus trabalhos até mesmo fora do Japão, nos Estados Unidos e na Inglaterra, além de sempre fazer shows fora do Japão. Com o lema de que “em uma revolução, ou se triunfa ou se morre”, a “arma” deles é a música para “construir um sistema social em que todos possam conviver”.
Sem mais delongas, segue a resenha!
Faixas
1. Assassination
Pegada bem industrial, o vocal tem um gutural um tanto fraco, porém eficaz dentro do estilo, embora pareça necessário melhorar a técnica dele. Uma melodia tonal bem caprichada nos sintetizadores, e a guitarra com distorção pesada dando o tom completam bem a atmosfera.
2. Authority
Nessa faixa o vocal tem um tom mais puxado pro esilo das bandas góticas européias, que dá aquele ar de decadência. A percussão tem um quê de ritmos tribais, e a intercalação com passagens sintetizadas dá uma ambientação bem “dark” para a faixa. O clima da música é bem sombrio num geral, e a apresentação da melodia combinada com a força dos vocais, ora nas passagens berradas, ora nas passagens “normais”, criam uma ambientação bastante decadente. Razoavelmente dançante.
3. Border Line
Esta faixa tem uma percussão distorcida, parecendo ser feita por sintetizador, percussão esta que tem um grande destaque na faixa, o sintetizador principal apenas repete um acorde, ora ascendente, ora descendente. O vocal novamente intercala passagens cantadas com passagens berradas, e o clima geral dela, embora não tenha a mesma sensação de decadência, tem um certo tom de angústia.
4. Discrepancy
Aqui o trabalho do sintetizador é mais presente, acompanhando a faixa inteira. A percussão tem uma presença boa também, acompanhando lado-a-lado o sintetizador. O vocal segue o mesmo esquema das duas faixas anteriores, tendo um clima bastante semelhante à “Border Line”.
5. Triggeer
Mais dançante, sintetizador mais alegre, percussão bastante semelhante à da faixa anterior. O vocal usa algum filtro na voz, e dá um efeito de eco abafado, dando complemento ao clima mais agitado da faixa. Duas breves passagens berradas na faixa, embora não combinem muito com o clima.
6. Destroy N.W.O.
Música mais agressiva, abusando dos guturais e berros, instrumentos dando apenas back-up aos vocais, porém, sem deixar de ter um tom bem violento. Faria bastante sucesso numa balada industrial.
7. Darkness in Combat Field
Faixa de ar melancólico e decadente, no estilo do electro e darkwave europeu, com vocais com muito efeito, ecos e sussurros. Parte instrumental mais leve, sintetizador apenas dando o tom, guitarra volta-e-meia dando um acorde, percussão dando o tempo, sincopando.
8. Police State
Outra faixa dançante, com muito efeito nos vocais, clima mais agitadinho, sem perder aquele tom decadente que é ponto comum em bandas do gênero.
9. Rule of Revolution
Faixa melancólica, completamente tomada pelos berros e guturais, com instrumental. Faixa mais fraca, sem inspirar muita relevância no álbum.
10. We’re All Alone (feat. Andro from Gothika)
Lembra bastante o electro usado pelas bandas visuais do começo da década e do final da década passada, como Schwarz Stein e Eve of Destiny. Vocais limpos, com algumas passagens berradas, dando um clima bastante pesado à música.
11. Humankind (Agitation 8.5 mix by Sindika Zero)
Remix da faixa Humankind pelo Sindika Zero (sério? uau!). Bem mais electrodance que a faixa da banda, com um instrumental bem saturado.
12. Assassination (Genocide Lucie Remix)
Esse remix ficou péssimo. Qualquer um faz coisa melhor no Audacity e Fruity Loops com um pouco de boa-vontade.
Tá, mentira, isso foi só pra provocar a ira do Lucie, DJ brasileiro bem popular nas festas de lá, como a Neotokyo. A parte instrumental ficou mais caprichada, com diatônicas nos sintetizadores e uma percussão mais agitada.
Para quem se interessar em conhecer mais do trabalho do Lucie, visite o Myspace do DJ Lucie
13. Assassination (Animassacre Remix)
Não mexe muito na original, apenas muda um pouco a sintetização, embora use um certo clichê do electro na música.
14. Border Line (Immutable System Remix)
Quase o mesmo esquema da anterior, não mexe muito na original, embora tenha ficado mais pesada em algumas passagens.
Avaliação do álbum
Embora peque em alguns detalhes (e podem até não ser visto como falhas se considerada a proposta da banda), é um álbum que mostra grande entrosamento entre seus elementos, embora não saia muito do piegas da música industrial de hoje em dia. Em suma, é um álbum bom para se agitar e até dançar um pouco, mas para ouvir por técnica ou virtuosidade, não é algo que vá agradar, mesmo porque música industrial não tem esse viés. Aos fãs do estilo, é um prato cheio, contando com todos os elementos necessários para um álbum agressivo e de atmosfera sombria e decadente.
Avaliação final: 7,8
No ar!
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