
Live report: MONORAL no Rio de Janeiro (10/12/2008)
Nos dias 10 e 11 de novembro de 2007, acontecia no Brasil os primeiros shows de uma banda de rock japonês nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O nome da banda era Charlotte e o evento provocou uma repercussão tão grande que se tornou o primeiro passo para a inserção do Brasil na lista de paradas obrigatórias para qualquer banda japonesa que fizesse uma turnê mundial.
Mais de um ano se passou, outros artistas vieram - como o astro Miyavi e a banda TOSHI with T-EARTH, liderada pelo vocalista da lendária banda X JAPAN. Então, o JaME decidiu realizar a primeira turnê da América Latina da banda de rock MONORAL.
Depois de dois shows no México e um em Fortaleza, no dia 10 de dezembro de 2008, aconteceu no Rio de Janeiro, mais especificamente no Teatro Odisséia, tradicional casa de show do boêmio bairro da Lapa, um show que com certeza ficará marcado para sempre na memória dos fãs cariocas de j-rock.

O dia da semana escolhido não favorecia, uma quarta-feira, mas é uma decisão compreensível por parte do JaME, em virtude da apertada agenda de shows da turnê.
Chegando ao local às 19h, já estava formada uma pequena fila de aproximadamente 80-100 pessoas, o que desanimava, já que o local tinha capacidade para 600 pessoas. Às 19h30, os portões foram abertos e a entrada dos fãs foi feita rapidamente e de forma organizada, pois a grande maioria já possuía ingresso.
Logo na entrada, encontrava-se um stand da J-Rock Market expondo vários tipos de produtos da banda à venda, como CD, camisa, chaveiros, etc. O local era relativamente pequeno, porém aconchegante e lembrava as pequenas casas de show japonesas.
Foi reservado um espaço para imprensa no mezanino, onde era possível assistir todo o show com uma visão centralizada e perfeita do palco, além de ser possível observar toda a reação do público.
O show estava marcado para começar às 20h e, com uma pontualidade impecável, às 20h em ponto (nem um minuto a mais, nem a menos) a banda entrou no palco, surpreendendo a todos.
Recebidos calorosamente pelo público, o MONORAL abriu o show com um de seus maiores hits, Sparta, o que levou a platéia ao delírio, fazendo todo mundo pular, cantar e bater palmas sem parar. Impossível imaginar uma forma mais emocionante de começar o show.
A segunda música, Casbah, deu um tom mais pesado ao show e nesse momento podíamos começar a reparar as habilidades vocais de Anis, que cantava com a mesma qualidade que encontramos nos CDs.
A banda emendou a terceira música, Guards of Mice, que surpreendeu com um dancinha de Anis e Ali arrasando no baixo, instrumento que podia ser claramente ouvido nessa música.
Em seguida, a banda parou para falar com a platéia e foi impossível negar o impressionante carisma do grupo e a interação com o público.
O vocalista falou em português perfeito e com pouco sotaque: “Obrigado. Somos MONORAL. Nós amamos o Rio de Janeiro. Estou muito feliz por estar aqui no Brasil. Vocês estão de meia?”, o que arrancou gargalhadas e gritos da platéia.
Em seguida, ele diz em inglês que acredita que o show será o melhor já feito pelo MONORAL e começa Via, música que faz o público pular sem parar.

Um aspecto muito interessante na banda é a afinidade dos membros suportes com os membros oficiais. Todos se empolgavam, todos eram muito bons e quando se olhava pro palco, todos eram o MONORAL! Não era só Ali, Anis e os membros suportes, a sensação era que todos os cinco eram partes essenciais da banda.
A próxima música começou, Costa Rica, e por ser uma música mais tranqüila, Anis brinca, fingindo que ia dormir.
A música seguinte, Safira, agitou todos de novo até que no refrão Anis pára de cantar para ouvir o público que, apesar de pequeno, cantava a plenos pulmões e, ajudados pela acústica da casa, faziam as poucas vozes soarem como um grande coro.
Começou Kiri e a energia da platéia misturada com a presença de palco da banda não deixava ninguém ficar parado. Era impossível não se envolver.
Em seguida veio um dos pontos altos do show. Perfect Gold foi uma das músicas que mais empolgou e o refrão, cantado por todos, poderia ficar na cabeça pelo resto da noite, mas muita coisa ainda estava por vir.
Anis pediu para que Felipe (Z), intérprete do JaME e vocalista da PSYGAI, subisse no palco para traduzir suas mensagens e logo os gritos de “MONORAL!” do público se transformam em “PSYGAI!”. Zé traduz que eles estão muito felizes e que essa foi a primeira vez do MONORAL no Rio, mas que definitivamente não será a última.
Weird Kind of Swing foi tocada em clima de empolgação e o show seguiu com You, música que Anis iniciou usando um megafone azul e branco, o que dá ao vocal um efeito interessante e um toque bastante pessoal.

Em Visions in My Head, Ali interage mais com o público e Anis dá as mãos para platéia, sendo agarrado pelos fãs da frente. A energia trocada entre a banda e o público é impossível de se expressar em palavras.
Em seguida, foi a vez de Ali falar em português: “Obrigado, PORRA!”. A galera vibrou com o “PORRA!” e Ali repetiu a palavra várias vezes até o fim do show.
Na seqüência, Anis pergunta ao público em inglês: “Que dia é hoje?” e todos respondem: “Wednesday” (quarta-feira). Em seguida, ele pergunta: “E que dia foi ontem?”. Ouvindo os gritos de "Tuesday" (terça-feira), a música começa mostrando que a banda está se divertindo no palco e que está feliz de estar ali.
Para a infelicidade de todos, é anunciada a última música da noite, Tangled, e a platéia prova que ainda tinha forças para pular sem parar. A banda, no palco, fazia sua festa. Pulava, cantava, corria de um lado pro outro, era visível que todos estavam satisfeitos e o público também.
MONORAL mal deixou o palco e já começaram os gritos de “Encore”, ou melhor “Ankoru”, no melhor estilo japonês. As luzes não acenderam e após 5 minutos de gritarias incessantes, a banda voltou ao palco.
“Vocês estão de meia?” – perguntou novamente Anis. A primeira música do encore é Pocketful of Joy, a volta perfeita, com um grande hit, o que fez todos se emocionarem.

A banda cumprimentava todos e um dos destaques da casa de shows era a proximidade do público com a banda, tornando a interação entre os dois mais calorosa e certamente mais empolgante.
A banda pergunta o que o público quer ouvir e então começa o que seria realmente a última música da noite, Helter Skelter, cover dos Beatles, banda que o MONORAL admite como influência. Mesmo para quem não conhecia muito bem os Beatles, foi impossível não se divertir.
Depois do show, foi anunciado que aconteceria uma sessão de autógrafos para quem comprasse CDs e camisetas e, para a surpresa de todos, pelo menos metade dos presentes compraram e formaram uma fila bastante organizada, para rapidamente receberem seus autógrafos e cumprimentos da banda.
A organização foi impecável, o local era bom, a casa de show ideal para um show daquele porte, com uma localização central. Não houve problemas no som, a acústica era satisfatória e, tirando um pequeno problema com o cabo do guitarrista na última música, os equipamentos funcionaram perfeitamente e os horários foram cumpridos fielmente.
A energia, a empolgação, a presença de palco, a felicidade de Anis e Ali de estarem ali, adicionada à sintonia perfeita com os membros suportes, fez o show do MONORAL no Rio de Janeiro entrar para a história desse cenário tão novo por aqui e que só tende a crescer.
E que venha o próximo show!
Setlist:
- Sparta
- Casbah
- Guards of Mice
- Via
- Costa Rica
- Safira
- Kiri
- Perfect Gold
- Like You
- Weird Kind of Swing
- You
- Kick Out The Sams
- Visions in my Head
- Tuesday
- Tangled
- Pocketful of Joy
- Helter Skelter
Encore:
Atenção!
As fotos oficiais do show do MONORAL no Rio de Janeiro serão liberadas em breve. As cinco fotos que ilustram esse live report foram registradas pela nossa colaboradora Lu e gentilmente autorizadas pelo time do JaME para uso da Rádio Blast!.
O show

Dezembro/2008
show / monoral![]()
No ar!
(RÁDIO OFFLINE!)
Com ninguém
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