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LocoRoco Cocoreccho! e Patapon

Por xper em sex, 08/02/2008 - 13:47

Não satisfeita em agraciar o mundo com LocoRoco, um dos jogos mais peculiares de 2007, a SCE Japan Studio, uma das subdivisões criativas da Sony, resolveu continuar fazendo do mundo dos games um lugar mais fofo. Primeiro anunciou uma continuação para a série de PSP, com o nome de LocoRoco Cocoreccho! E ainda, quase ao mesmo tempo, lançou no mercado um novo jogo chamado Patapon, repetindo a dose de nomes, que, de tão retardados, são até bastante chamativos.

Ambos os lançamentos apresentariam uma cara única, beirando a genialidade de tão assustadoramente dementes, se já não existisse Katamari no mundo, para nos provar que os japoneses sugam suas idéias de um plano diferente do nosso. Mas, ainda assim, seja em termos de design ou jogabilidade, o grupo merece muito nossa atenção, principalmente porque está começando agora a mostrar as caras e já anda experimentando coisas bem peculiares.

locoroco_coverart.pngLocoRoco são coisinhas coloridas, redondas, gelatinosas e com cara de idiotas, que quando se aproximam viram um só, com a massa dos dois. E viviam em paz em seu mundo, cantando, se juntando e pulando, eu acho (não consegui especular muitas mais atividades)... Acontece que umas outras coisas, vindas do espaço, caíram lá para acabar com esse equilíbrio. Essas parecem, sei lá, asteriscos africanos com tentáculos. Mas o lance é que esses invasores são hostis (o que me lembra esse webcomic sobre a Hello Kitty e o Cthulhu - vou retificar o link, porque é mesmo muito bom). Enfim, essas, hum... coisas, bem, acho que comem os LocoRoco. Sei lá... elas sugam eles de maneira bem frenética, e os coitados desaparecem para sempre. Porra. Não sei como descrever nada disso!!!

Vou partir pra jogabilidade então... Mais fácil assim. Em LocoRoco você controla o mundo, não os personagens. Usando L e R você entorta a tela e as coisinhas vão rolando. Com ambos os botões apertados elas pulam. E é basicamente só isso, onde só se usa o bola para que eles se desgrudem. Pode-se resumir em um jogo de plataforma comum, onde você tem de evitar os monstrinhos e suas armadilhas, pegar comida pra ficar maior, salvar os outros e chegar no final da fase. Depois de um tempo dá para se perceber que o jogo é realmente só isso, sem muitas mudanças na cara dos desafios, só na dificuldade da coisa toda.

O grande trunfo mesmo está na maneira como essa passagem de fase em fase acontece. Além de um trabalho maravilhoso de animação: simplista, fluída e despretensiosa, o level design é muito bom mesmo!! O caminho é bastante linear, com passagens secretas aqui e ali, ok, mas as várias peculiaridades de cada fase, onde os LocoRocos gordos se partem em vários pequenos, se estreitando por passagens complexas, são extremamente divertidos de se ver. É basicamente como aqueles puzzles de bola de gude, só que com monstrinhos retardados interagindo com um cenário igualmente irreal.

Não bastasse toda essa performance visual para nos dar uma sensação de anestesia mental, a trilha sonora do jogo consegue ser ainda mais marcante. Não é só uma música tema, mas é uma diferente para cada fase, com vozes diferentes para cada tipo de LocoRoco que você usa. Tem umas pegadas de jazz, uma ambientação estranha, um coro de vozes meio surreal, uma língua irreconhecível, e a melodia, pqp, a melodia é grudente DEMAIS... Panananannn nanananan nananananana............ Olha. Não adianta eu tentar, só vendo para ser ter uma idéia:

O jogo recebeu certa atenção da mídia na época em que foi lançado, principalmente por esse aspecto 'novidade'. E, apesar de ter recebido prêmios e críticas bem positivas, foi um belo fracasso de vendas. Um mal do qual já estamos acostumados, né? Mas, ainda assim, anunciaram uma continuação! Dessa vez para baixar como protetor de tela para o home menu do PS3. Como funciona exatamente? Ainda não consegui ver. :/

LocoRoco Cocoreccho! como ficou sendo chamado o lançamento, gerou muitos boatos na net durante um tempo. Muita gente ansiosa falava que seria igual, outros que usaria o sensor de movimento do controle, outros disseram que ia mudar até os gráficos. No final das contas a Sony surpreendeu a maioria, pois realmente acabou abandonando totalmente a jogabilidade anterior.

Nessa versão você não controla mais o mundo, mas sim uma borboleta, que funciona basicamente como uma guia para os LocoRoco, trabalhando para fazer os que se perdem voltarem ao comboio. Felizmente, porém, pelo que deu pra ver no youtube, os gráficos continuam lindos, parece que os níveis estão ainda mais extraordinários e a trilha ainda igualmente legal!!

Bom se você ainda não entendeu porra nenhuma, o que é plenamente compreensível, entre no site oficial, pois lá está uma versão em flash jogável, que deixa a coisa toda um pouco mais degustável!

Agora, Patapon meu povo... Patapon parece que ser realmente genial.patapon.png

De acordo com a onisciente wikipedia, Patapon é uma mistura de jogo de ritmo, estratégia em tempo real e God Game. Você é uma entidade no comando da tribo de valentes guerreiros (ou como você queira chamar essas silhetas de olhos) Patapon, que é obrigada a entrar em guerra contra a tribo malvada Zigaton.

A sua função na batalha porém não é cair na luta em si, mas dar ordens e estimular a tribo através das batidas de um tambor de guerra. Cada sequência de 4 batidas corretamente acionadas, dá um conjunto de ordens, entre avançar, pressionar ataque, recuar e se defender, e outros mais complexas que vão sendo habilitados aos poucos.

Nesse embate existem basicamente três tipos de unidade, arqueiros, guerreiros e cavaleiros. No começo apenas alguns lanceiros estão habilitados, mas você pode ir adaptando a tribo e criando uma estratégia de combate específica para vencer cada fase.

Novamente a extraordinária performance criativa da equipe de desenvolvedores vale ser comentada. Ainda não joguei o jogo em si, mas aparentemente os cenários continuam interessantíssimos, o design de personagens, seja inimigos, aliados ou a própria tribo, está impecável. As evoluções dos soldados, com mudanças minimalistas mas extremamente informativas, são, além de tudo, maneiríssimas!

Infelizmente eu não tenho um PSP, nem um PS3. Enquanto isso ficarei pacientemente no aguardo, esperando o lag que existe entre a minha humilde pessoa e o geração atual, passar.

Coluna

Esta coluna é complementar ao blog CybeRarts, contendo algumas de suas matérias mais relevantes. A proposta deste blog é estudar as possibilidades e as tendências artísticas apresentadas pelos novos veículos de entretenimento. Obviamente, como canal mais expressivo, iremos explorar os Games, sua repercussão, sua história e o desenvolvimento de suas peculiaridades, contando com resenhas e artigos sobre novas soluções e façanhas esquecidas. Além disso, abordaremos tendências de cinema, arte digital, realidade virtual e outros temas relacionados ou não a ratos.

Colunista

  • Rodrigo Esper, vulgo xper. Por quê? Vai saber...
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Aspirante a Game Designer, Diretor de Arte e Fotógrafo
  • Gerente do JaME Brasil
  • Apresentador do JaME Soundsystem, na Rádio Blast!
  • Hardcore Gamer e estupidamente viciado em informação