Carnaval de Nerd
Não sei vocês, mas eu já aceitei de coração o lag de pelo menos um ano entre eu e a atual geração de consoles de video-game. Ou seja, saiu algo hoje, terei a oportunidade de jogá-lo pra valer somente daqui a uns muitos meses, e olhe lá. Seja por causa do preço dos consoles, por a pirataria levar um tempo para crackear bonitinho (apesar de ser eventualmente contra, sou cliente), ou simplesmente por estar sem tempo para jogar de tudo. Mas, ainda assim, existem aquelas poucas almas abençoadas que ganham um salário bom e gastam com todo tipo de parafernalha gamer, bons samaritanos que podem te adiantar um pouquinho do gostinho do futuro.
Daí, feriado de carnaval estava aí. As minhas opções eram sair para uma dessas baladenhas indies da vida (que só foram realmente legais quando eram novidade), ir curtir o carnaval boladão na rua, ou ir pra casa de um amigo desses e passar a madrugada nerdando. Não, não pensei duas vezes. O que é triste, por aquele especto tradicionalista que valoriza mais passar na farra do que no conforto e segurança de um lar feliz!
Daí foram, pelo menos, uns 10 jogos experimentados por alto, entre Crysis, Bioshock, Portal, Mario Galaxy, Lair, Mass Effect, Eye of Judgment, Harvey Birdman, Uncharted: Drake’s Fortune, No More Heroes, Lost Planet... No final das contas eu sai com algumas conclusões bastante boas de lá, uma visão mais renovada de como anda a bagunça toda dessa nova geração.
Esse post então é um review totalmente pré-conceituoso dessa porra toda (também um post para encher de tags populares meu recém-nascido blog e atrair atenção :B).
Mario Galaxy (wii)
Eu me pergunto seriamente se os reviews que a gente vê influenciam na opinião que a gente vai ter, ou se eles só injetam uma dose de bom senso para vermos além da maquiagem. Porque a primeira coisa que lembrei ao jogar Mario Galaxy foi do review na coluna Zero Punctuation, acusando o jogo de ser só mais um Mario, onde você pisa em gombas, atira cascos de tartaruga e os fantasmas somem quando você olha pra eles.

Serei sincero: O lance de ficar quicando de meteoro em meteoro, obedecendo a gravidade deles, é MUITO maneiro. Não só isso, mas as cores, cenários, monstros e aliados, todos continuam respeitando aquela genialidade minimalista que sempre reinou na série. Mas me parece que faltam inovações expressivas. Talvez o jogo pareça extraordinariamente interessante para o sujeito que está jogando Mario pela primeira vez, que nunca passou pelo nintendinho, Snes ou 64, que nunca viu o mesmo grupo de inimigos/personagens/soluções, e que o problema seja eu, velho de guerra, por avaliar usando comparações.
Mas pare pra pensar, esse jogo SÓ faz sentido por causa da marca. Só faz sentido um encanador sendo atirado pro espaço, porque nós já conhecemos a faceta heróica, a nula capacidade comunicativa e a habilidade transformista dele. Então é um jogo que só funciona para quem já o conhece, e, portanto, foda-se o jogador novo que ainda não viu as mesmas coisas repetidas em trinta plataformas diferentes.
Acho que as únicas duas coisas realmente diferentes são a jogabilidade proporcionada pelo wii, que, depois que você esgota as possibilidades deixam de ser interessantes para serem frustrantes e cansativas, e alguns (somente alguns) níveis bem interessantes. Além disso não tem mais nada que o faça ir até o final com tanto empenho assim. Não é, definitivamente, o tipo de jogo que perderia muito tempo com, como foi o caso de Mario & Luigi: Partners in Time (do DS), que, esse sim, merece muito mais crédito (mas não vou entrar nas peculiaridades dele agora, merece um review próprio um dia!).
Só pude ver 3 mundos pra valer (e outros pela internet), e posso estar enganado, obviamente, sem ter dado tempo suficiente pra chegar no clímax. Mas como disse antes, todos esses reviews são pré-conceitos que tive ao jogar/assistir uma caralhada de jogos em uma madrugada.
Portal (PC)
Enquanto ele jogava Mario Galaxy, e eu ficava de saco cheio de acompanhar, resolvi sentar no PC e ver o que ele tinha. Orange Box! Perfeito, tinha que jogar Portal cedo ou tarde, oras.

Eu não me diverti tanto quanto esperava. Já tinha visto tanta coisa e ouvido tanta gente comentando bem, que estava esperando a maior e mais expressiva diversão do século.
Se é interessante? Claro que é! Muito! A idéia é muito maneira! Mas eu já tinha visto algo bem parecido em Prey, não igual contudo, era uma coisa de level e não uma arma para você solucionar puzzles, então não foi tão chocantemente novo assim.
Não sei se fui eu que fiquei de saco cheio ou o fato de ter encontrado Bioshock, mas eu larguei Portal no meio e não to com vontade de pegar tão cedo de novo... Não sei se não faz muito meu estilo, se eu joguei de qualquer jeito, ou se só não dei tempo suficiente, mas me sinto até culpado de não ter gostado tanto assim!
Bioshock (PC)
Como gosto de só jogar os jogos no máximo (pra ver o potencial real), resolvi ir adiando para tentar jogá-lo com calma em casa, quando conseguisse uma placa de vídeo nova. Mas, visto que estava ali, com acesso tão fácil, num PC top, resolvi, ao menos, dar uma olhada. Só tinha jogado o demo, visto os trailers e escutado os milhares de comentários positivos até então.

Bom, não sei se isso se mantém para o jogo inteiro, mas o começo é épico. Seu avião cai, você começa a jogar se afogando (lembrando Out of This World!), e, enquanto procura entender o que diabos aconteceu, logo se depara com uma construção gigantesca, com design bem interessante. Você entra nela e aí sim vê o que é realmente bem interessante. Cada detalhe da parte interna da torre é bonito e peculiar. A ambientação, entre música, sonoplastia, iluminação, referências artísticas, tomadas de cenas, a maneira como a história é apresentada, é tudo MUITO bem feito, não em questão de gráficos em si (que também são extremamente consideráveis), mas levando-se em consideração o processo artístico como um todo.
Só que tava foda competir com Mario. Enquanto o elevador descia o oceano e Rupture era apresentada, eu convivia com um remix mais moderninho das músicas da série. Porra. Imersão vai pro saco nessas. Quando finalmente eu ganhei controle sobre o personagem, e queria saber o que diabos havia acontecido naquele mundo Art Decó, um outro amigo chegou e me pediu para botar Crysis, porque ele já havia visto Bioshock antes (Só que ele pediu com tanto empenho, e tantas vezes, que me deixou sem escolhas, ou era a porra do Crysis, ou eu ia ter que jogar o jogo sem NENHUM clima).
Lair (PS3)

Lair é um jogo bonito. Porra. Castelos épicos, arquitetura exagerada, cavaleiros de dragão, legiões de guerreiros e cenários vastos, história politizada, boa dublagem... Tudo muito ideal até o jogo em si começar. Talvez sejamos um bando de retardados com problemas para pegar controles, mas é fato corrido, para quem já jogou coisas como Heavenly Swords, que o sensor de movimentos do PS3 é beeeem ruim. E Lair coloca toda a jogabilidade basicamente em cima desse sensor.
Enfim. Depois de vê-lo perder VÁRIAS vezes por não conseguir chegar a tempo aonde deveria, sugerimos que tirasse aquela merda e colocasse algum jogo maneiro.
Crysis (PC)
Todo mundo já sabe o que dizem sobre Crysis né? Não façam isso em casa! Nós tínhamos um computador preparado pra isso, de um maluco que trabalha pra caramba para fazer a manutenção de sua nerdisse. Então, a não ser que você também tenha um computador desses que valem um carro, deixe pra lá.
Deixe pra lá porque Crysis funciona tipo aquelas modelos gostosas, que só são realmente tão gostosas quando estão arrumadas para parecerem gostosas. Ok, a física é foda, realmente foda. O negócio de ficar invisível é bem legal também. A interface e os controles do jogo são bem dinâmicos e até interessantes, com várias opções legais como a tal superforça. Mas, no final das contas, a essência dele não é novidade, nenhuma novidade, é só uma menina magrela com preocupações bestas.

Deslumbrante? Porra. Não consegui tirar o olho do PC por um tempo. Principalmente porque queria saber o que diabos eram aqueles alienígenas e qual a próxima inovação gráfica que ia surgir! Depois de uma hora de árvores quebradas, animais indefesos arremessadas, norte coreanos repetidos sendo mortos, da mesma maneira, com uma linearidade completamente inevitável de eventos, sem alienígena nenhum para matar, eu cansei.
Um dos nossos continuou. Firme e forte. Por mais umas 3 horas. Quando ele começou a perder muito, porque a dificuldade começava a ficar complicada demais, sem nenhuma mudança relevante na jogabilidade, ele se rendeu pra ficar assistindo Mass Effect conosco.
Eye of Judgment (PS3)
Enquanto o Zé insistia, guerreiro, em Crysis, nós fomos ver o tal jogo que todo bom nerd sonhava que um dia seria feito. Pra quem não sabe do que se trata: Eye of Judgment é um cardgame, como qualquer outro, onde dois jogadores se enfrentam em um tabuleiro com nove casas á lá jogo da velha, cada uma tendo um elemento. Usam cartas de criaturas ou magias e tem como objetivo dominar cinco casas. A cada turno você ganha manas e se colocar uma carta em jogo não pode mais fazer nada. Enfim, resume-se basicamente a ir matando as criaturas inimigas e mantendo as suas vivas.
A diferença é que as cartas, cujos desenhos lembram Magic mas sem criatividade envolvida, são reais. Reais que digo, palpáveis, de papel. O tabuleiro idem, de pano. Daí você compra uma câmera, alinha com o tabuleiro e ela reconhece cada uma das cartas colocadas ali, gerando uma versão em 3D delas na TV. Quando você então dá comandos para elas, a ação acontece pra valer, na tela. Combates, magias, essas coisas.

Na teoria é estupidamente empolgante, algo esperado a milhões de anos e que vai fazer barulho pra cacete no mercado. Mas, na verdade, é só legalzinho, nem todo mundo se empolga com a idéia, e pouca gente tem dado bola, principalmente porque ninguém tem a tal câmera ou quer gastar com ela só para um jogo.
Nós jogamos empolgados uma partida inteira, principalmente por causa do efeito "uau, que do futuro!". Foi suficiente para entender o sistema, ver que não haviam inovações consideráveis, mas que, com algumas expansões e regras melhoradas, ele tem potencial para ser bastante viciante.
Acontece que a comida chegou justo na hora que eu ia ganhar, e como não se deve deixá-la esperando, largamos o jogo. Para quem mora no Rio de Janeiro, nas proximidades da Tijuca, recomendo o Big Nectar recém aberto na Conde de Bonfim, principalmente os pastéis de lá. Ficam aberto a madrugada inteira e entregam em casa por 1,50. Por sinal, não peçam a porcaria do açaí de lá! (esse comentário em específico pode parecer irrelevante, mas acredite, se fosse um jogo realmente bom, até mesmo a comida teria ficado esperando!)
Uncharted: Drake's Fortune (PS3)
Bem comidos, voltamos para o video game. Dessa vez para dar mais uma chance pro PS3. Não reconheci o jogo pelo nome e nem pela capa, e admito que tive que recorrer ao google para lembrar dele agora.

Uncharted: Drake's Fortune é um action-adventure com a cara de Tomb Raider, com tiroteio em ruínas, escaladas por plataformas muito pequenas, buscas por tesouros, fugas alucinadas e mudanças súbitas causadas por façanhas impossíveis do protagonista, naquele mesmo esquema heróico Macgyver.
O grande lance do jogo é que tudo ficou MUITO bem resolvido. A narrativa não é piegas e nem apelativa, os personagens são bem normais, reconhecíveis e carismáticos, com personalidades padrões hollywoodianas, a trama segue uma estrutura simples e direta, mas totalmente funcional, a jogabilidade não é novidade, mas está bem balanceada, os níveis não são óbvios, mas também não são impossíveis, etc etc. Tirando a blusa pra dentro da calça, eu realmente não vi nada assim tão extraordinário na primeira hora de jogo. Mas admito que fiquei com muita vontade de jogá-lo mais afinco. Não que seja algo que não possa viver sem jogar, mas é bem atraente como um raro jogo realmente bem feito e completo.
Mass Effect (Xbox 360)
A estrela da noite. Primeiro porque parte de nós éramos otimistas dessas coisas cyberpunks, e depois porque, sendo fãs da jogabilidade de Knights of the Old Republic, não tinha muito erro sobre gostarmos desse.
Duas considerações iniciais sobre o sistema de criação de personagem: A grande maioria das opções de rostos são feias e sem muito carisma, fica bastante difícil escolher uma pro personagem quando nenhuma delas tem cara de protagonista. Este problema foi resolvido escolhendo uma mulher para o cargo. Essa escolha foi ainda mais fácil quando lembramos da polêmica cena de sexo: Lésbicas!
A segunda consideração relevante: na hora de escolher o tamanho do pescoço da personagem, não se engane pelo que dá pra ver ali: NÃO o faça muito longo. Quer dizer, a não ser que você tenha fetiche por pescoços realmente muito bizarros (deve ter alguém com essa tara, obviamente). Esse problema de pescoço foi realmente um incomodo durante várias cenas.
Tirando estas duas considerações iniciais, todo o resto do jogo foi agradável. Éramos um grupo de quatro pessoas, e o jogo é realmente bastante imersivo, a ponto de somente um estar jogando, e todos estarem entretidos.
A jogabilidade pode não ser a mais empolgante, onde, em geral, não há nenhuma novidade expressiva no desenrolar dela: um adventure em terceira pessoa, com inúmeros elementos de RPG para personalizar as ações, sejam de combate ou diálogos. E, apesar do sistema de evolução ser bastante flexível e interessante, não é esta face do lançamento que o faz pródigo, com certeza.
Basicamente, se você espera a experiência tradicional de um jogo, com opções de interação sempre presentes, esse não é um lançamento pra você, onde nem sequer há um botão para pular (o que pode parecer uma coisa estúpida, mas acaba-se, por conveniência de todos os outros jogos do mundo, esperando pelo comando). Além disso os diálogos são realmente muito extensos e podem ir ainda mais longe caso queira-se saber a fundo tudo sobre todos os vários personagens que aparecem. A diferença neste lançamento, porém, é que dá vontade de se saber mais, não é um daqueles RPGs rotineiros, onde as informações estão lá, mas não se cria uma sensação de necessidade por elas.
Essa conquista foi atingida principalmente pelo conjunto completo da produção: Personagens carismáticos e coerentes com ótima dublagem, seja na variação de vozes como na atuação; Design geral bastante interessante, não muito diferente e nem muito piegas, com cenários bastante vastos, raças bastante interessantes e armaduras, armas e roupas naquele adorável perfil futurístico clean, sem aquelas cores e reflexos exagerados do futuro hipotético geralmente apresentado poraí; História bem encaixada com o contexto, sem mudanças demais se comparada a outras produções do mesmo gênero, mas também sem exageros e elementos piegas demais; e, enfim, gráficos hiper realistas numa narrativa quase cinematográfica, que fazem com que em alguns momentos tomemos os personagens como atores reais.
Houve uma missão que aquela Alien polêmica, a acompanhante com a qual você pode vir a fazer sexo, passou para nossa protagonista, ao pé do ouvido. Não houve nenhum de nós que não ficou com vontade de prontamente realizá-la, nem sequer pensamos em escolher a respostas negativa. Aconteceu que todos nós acabamos nos metendo no jogo do cara, meio ansiosos pelo carisma da personagem: 'Vai por ali, acho que a tal taverna fica por lá, anda logo, anda logo!' 'Não, não... Dá para pegar aquele corte de caminho e fazer isso mais rápido' 'Foda-se a história cara, vai logo lá! Vai lá fazer a missão dela!'... Depois de um tempo paramos para analisar a nossa postura, estávamos todos encantados pelo contexto do jogo, totalmente convencidos por ele.
Um jogo que conseguiu o que todos os jogos 'não casuais' deveriam querer.
Harvey Birdman, Attorney at Law (wii)
Quando estávamos com sono o suficiente para não aguentar mais olhar para Mass Effect, resolvemos trocar o jogo. Teria que ser alguma coisa realmente imersiva para nos manter acordado as quase 6 da manhã.
Quem já jogou Phoenix Wright: Ace Attorney, sabe do que o jogo se trata. Você é um advogado, tem que vasculhar cenários, conversar com os envolvidos e pegar evidências para solucionar um caso. A jogabilidade se resume basicamente a diálogos e menus, algo bem diferente, com diversão bem menos 'rápida' do que a que estamos acostumados, mas com carisma suficiente para ainda assim ser bastante divertido. Este jogo japonês (obviamente) ficou conhecido por sua singularidade, sua comédia exagerada, seus personagens carismáticos e dificuldade estravagante.

A versão Homem-Pássaro do jogo, para Wii, é a mesma coisa. Só que totalmente parodiada para o estilo da série do Adult Swim. Pra quem gosta da série não tem erro, é ela, seguindo mesmo padrão de piada nonsense, com ursos e personagens esquecidos da Hanna Barbera, só que em cinco episódios mais longos, e interativos. Destaque óbvio para os personagens e diálogos e alguns easter eggs GENIAIS!
O problema do jogo esta na dificuldade. Consegue ser ainda pior em direcionamento do que Zelda, mostrando tudo que deve-se fazer com palavras óbvias. Mesmo sendo uma paródia, percebe-se que a equipe de escritores que cuidaram do Phoenix Wright era definitivamente mais qualificada, conseguindo esconder informações e não deixar fatos óbvios nos diálogos. Mais uma consideração importante pouco notável normalmente em um jogo convencional, onde as palavras pouco importam para o jogo em si.
Eventualmente eu dormi.
Lost Planet (Xbox 360)
Só que eu dormi em um colchão fino. Acabei acordando incomodado e meio sem perspectiva de, mesmo com sono, dormir de novo. Enfim, resolvi tentar qualquer jogo pelo nome. Coloquei esse, Lost Planet. Com o sol nascendo e meus sentidos avariados.
Eu não tenho idéia da história. No meu estado lembrar de algo do gênero seria considerado um feito extraordinário.
Havia muita neve, e eu matava uns bichos com um cara boa pinta. Daí eu pegava um robô como aquele de matrix, em que você fica sentado no meio, em uma carcaça toda aberta, e atira com duas metralhoras giratórias. Exatamente aquilo, sem por, nem tirar. Eu atirava com aquilo e explodia uma porrada de bicho meio com cara de alien e seus ninhos. Eles então deixavam uma gosma laranja, que me ajudava a durar mais tempo vivo na neve. Ou era o que parecia que estava acontecendo. Daí apareciam uns bichos maiores. E você usava stinger e granadas neles. Daí eles explodiam e você ganhava mais gosma laranja.

O objetivo era basicamente chegar ao final da fase e matar o chefe. Não sei se eu realmente estava afetado, mas você leva coisa de 30~40 minutos para terminar cada uma. Eventualmente você pega o jeito e o jogo começa a ficar repetitivo, sniper, outros tipos de granadas, outros tipos de shotgun, outros tipos de stinger e nada novo. Mata-se aliens, e mais aliens, cada vez maiores. Não bastando eles, os outros poucos sobreviventes também te odeiam e atiram em você assim que o vêem. Piratas e tal, sabe como funciona né? Atira primeiro, pergunta depois.
Eu joguei quase três fases, ou seja, umas 2 horas quase, contando com tentar entender a história e tudo mais. Eu não fiquei com vontade pegar esse jogo tão cedo de novo. A não ser que eu não tenha realmente absolutamente NADA pra fazer e nenhum destes tantos outros bons jogos para jogar.
Aí sim, eu dormi.
No More Heroes (wii)
Enquanto eu dormia, eles jogaram algumas coisas. A única que me marcou, ou seja, a única que eu vi de relance e lembrei depois, foi esse.
A estética é interessantíssima, os personagens parecem ainda mais curiosos e peculiares, as cenas, principalmente pela sanguinolência, me lembraram o jeito Tarantino de ser e a história eu não tenho idéia do que se trata, afinal dêem o desconto, eu estava dormindo.
A jogabilidade, porém, pareceu repetitiva. Das várias vezes que eu pisquei e consegui ver o que estava acontecendo, estava acontecendo a mesma coisa. Uma seta, o wii mote ia na direção, uma parte do sujeito voava longe.
Eu tenha a impressão, mas a minha impressão para esse aqui é totalmente irrelevante, que não é um jogo tão interessante quanto Killer7. Talvez tivesse dado muito mais certo como um comics mesmo, onde a jogabilidade não faria diferença e essas glórias artísticas falariam muito mais alto.
Na hora do almoço, quando eu acordei com a barriga roncando e pude sentir o cheiro de comida dos vizinhos, minhas forças se esvaíram. Eu fui embora pra casa, mesmo curioso para ver o último cara continuar jogando Mass Effect.
Pos bem, tendo este post sido feito, outro dia, em outro post, eu escrevo algumas das conclusões que tirei sobre o mercado, porque esse artigo realmente já se prolongou demais e eu to com sono!
Sobre
Esta coluna é complementar ao blog CybeRarts, contendo algumas de suas matérias mais relevantes. A proposta deste blog é estudar as possibilidades e as tendências artísticas apresentadas pelos novos veículos de entretenimento. Obviamente, como canal mais expressivo, iremos explorar os Games, sua repercussão, sua história e o desenvolvimento de suas peculiaridades, contando com resenhas e artigos sobre novas soluções e façanhas esquecidas. Além disso, abordaremos tendências de cinema, arte digital, realidade virtual e outros temas relacionados ou não a ratos.
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